quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Corpo, Mente e Alma


Corpo, Mente e Alma

Hoje se fala, se escreve e se pesquisa muito sobre este tema, sem alcançar aquela clareza tão necessária para os dias atuais.
Nos primórdios, ou nos povos antigos, quando ainda ocorria uma atuação harmoniosa entre o raciocínio e a intuição,onde o raciocínio recebia fortes impressões dos elevados sentimentos intuitivo, e assim eram apenas impedidos a atuarem construtivamente, que se refletiam na forma de se comunicarem; envoltas de pureza e espiritualidade. Seria o caso de nós nos compararmos com um funil, onde se utilizarmos corretamente posicionando para cima, estaríamos aptos a receber finas irradiações.

Mas, com o passar de alguns milhares de anos e com o crescimento também da atividade do raciocínio, foram surgindo a mania de pensar e cismar, excesso de confiança e grandeza, e, relegando a voz mais fina, a voz da nossa intuição para o segundo plano.

Daí podem  concluir comparando-se novamente ao funil, onde resolvemos inclinar um pouco ele para os lados.
Como resultado deixou de receber as finas irradiações, passando a captar outros elementos, e todos os tipos de detritos, onde passamos a questionar, duvidar e reclamar de todo o tipo de auxílio, orientação e condução.

Um exemplo bem simples de ordem terrena, apenas para facilitar, seria o caso de algum necessitado de auxílio ou enfermo que foi atendido por um especialista, mas ele já com certo grau de presunção, prefere seguir recomendações daqueles que agradam apenas a sua fraqueza, prejudicando assim, apenas a si próprio.

Em outros, a presunção já cresceu tanto, que não é mais capaz de perceber que o funil esta manejado para baixo, sintonizando todos os seus sentimentos apenas para o que é baixo e inferior, aspirando e servindo só de elementos pesados, rústicos e empoeirados.
Disso, nada de bom pode surgir, porque o que vem do Altíssimo são apenas irradiações construtivas, e não, o que se tem predominado na atualidade, onde o que se vê são os sentimentos de ódio, inveja, ciúmes, desconfiança, raiva, tirania e outros, tudo relacionado aos baixos sentimentos.

O saber dos antigos povos espiritualizados, a respeito do nosso corpo era expressado em espírito, alma e corpo, onde se comunicavam aproximadamente da seguinte forma: “nós criaturas humanas que possuímos com núcleo uma centelha espiritual que, foi concedido peregrinar através da criação...”

Com o afastamento dessa ligação, hoje a expressão tornou-se corpo, mente e alma, onde, a denominação alma, para muitos ainda permanece estranha, desconhecida e cheia de mistério; mas esta denominação ainda não corresponde a realidade, onde o mais indicado deveríamos apenas expressarmos de pesquisa do corpo e da mente.

Para a atualidade, as nossas almas estão numa situação tão caótica e desesperadora, que reflete naturalmente na vida terrena, na forma de dores corporais e na falta de paz interior, onde o espírito roga pela Luz, mas não encontra, se agarrando apenas ao que lhe restou.
Hoje esta sendo travada uma luta árdua e dolorosa entre a presunção e o espírito, onde uns pela modificação ainda acordarão e outros não. O primeiro passo, para aqueles que ainda desejam trilhar outros caminhos é... “alcançar a pureza nos focos dos pensamentos”, assim, abrirá um caminho para alcançar a paz e a desejada felicidade.

O Dono do destino


O Dono do destino

Vamos imaginar três copos cheios de líquido, o primeiro puro e límpido, o segundo semi puro e o terceiro, impuro e com manchas escuras, sendo este último muito mais pesado e denso.
Por isso, devemos ter mais cuidado, tão logo cada um venha a pensar de modo mau ou baixo,  prejudicando a si mesmo.
Seria como se os nossos corpos, logo que viéssemos a pensar, utilizasse de uma energia que pode atrair magneticamente algo puro e impuro.
Assim, no exemplo acima, um copo límpido  tenderia a atrair a pureza, e o copo impuro,  a escuridão, tornando cada vez mais pesado.
 
E lá naquele mundo mais fino, continua valendo a mesma lei, a lei da gravidade, em que tudo  que for impuro e pesado, retém o caminhar de qualquer espírito.
Caso deseje realmente se libertar do peso indesejado, cada um deve fazer um esforço sincero para  aspirar pelo espiritual elevado.
Assim, de uma forma natural, se cumpre o destino de cada um.
                                                                                                       

                                                                            Escrito por: Yoshio Nouchi

Criou-se Dois Mundos


Criou-se Dois Mundos


No conceito comercial, um quilo de ouro tem muito mais valor do que um copo d’água, no qual todos concordam, sem vacilar. Se usarmos outro exemplo, sobre a questão da sobrevivência de nosso corpo, e  supor que estamos numa determinada região que foi assolada por uma grande e prolongada seca, ou algo semelhante, em que um copo d’água significa a vida ou a morte, os valores irão oscilar; alguns resistirão em aceitar a troca, não haverá a concordância de todos.

Podemos citar um terceiro exemplo,  como o que foi descoberto num manuscrito do Antigo Egito no início do século XX, no qual descreve a vida do Contador do Faraó e narra a sua preocupação de como fazer para alcançar com segurança o caminho da vida eterna, sendo que um dos trechos se refere… “lá em um determinado plano do Além, o nosso coração será avaliado em relação ao peso de uma pluma (pena), ilustrando que todos os nossos atos prós e contras, estariam representados simbolicamente pelo nosso coração, e se conseguirmos manter-nos puros, e até mais leves que a própria pluma, será aberto o último portal, caso contrário, se o coração pender mais pesado na balança, o peregrino será julgado, perdendo assim a consciência que adquiriu com muito esforço ao longo da vida”.

Para a atualidade, isto é uma medida de valor quase inconcebível 
incompreensível,  da mesma forma como ocorreu com vários avisos e advertências que chegaram sem efeito à época atual.
O que ocorreu?
Nós nos afastamos tanto das irradiações luminosas ao longo de milênios, que os conhecimentos das Leis da Natureza que é a mesma da Lei da Criação, era algo tão natural para todos, como também o conhecimento pós vida não era nada estranho, sabiam que cada pensamento, cada palavra, cada ação, cada sentimento intuitivo, iriam influenciar e moldar o corpo mais fino, aquele que iremos receber como resultado da nossa atividade. Com o distanciamento das influências luminosas, surgiu com o tempo um grande abismo e confusão; o ensinamento referente à espiritualidade ficou sendo conceituado como algo nebuloso, místico e correndo o risco de se manchar e se sujar; e o místico foi aceito e elevado a outros patamares, invertendo assim os valores.

O que era um saber puro dos Povos Antigos, quando outrora saímos da pátria como criaturas inconscientes, e que deveríamos empreender todos os esforços e aspirações para retornarmos como ser humano autoconsciente e espiritualizado; esse saber foi se extinguindo, tornando-se estranho, tido como fora de moda.
Antes, a voz mais fina, a voz da nossa intuição, pressentia uma unidade e seus efeitos aqui e no mundo mais fino; hoje se criou dois mundos, um terreno e outro desconhecido e cheio de mistério.
Uma das consequências de tudo isso, foi o crescimento da indolência, desconfiança e muitos outros conceitos negativos.
Outrora, tudo era recebido com pureza e infantilidade, cada um se sentindo tão pequeno pela graça e bondade do Criador, aceitando tudo com humildade e imensa felicidade.
Hoje tudo mudouenfraqueceu-se a voz que nos orientava e nos advertia, a voz da nossa intuição; e triunfou a voz do raciocínio.
Tudo é recebido com desconfiança, até as mais belas possibilidades ou as mais severas advertências.
    Assim, triunfou a Desconfiança.   

                                                               

                                                 Escrito por: Yoshio Nouchi

O que é mergulhar e emergir


O que é mergulhar e emergir



Na vida terrena, temos vários exemplos de mergulhar e emergir.
Um exemplo é quando a semente está sendo retirada de uma  embalagem, ou de sua casca protetora, ela inicia o seu mergulhar, para ser conduzida ao encontro do  solo, e só depois de um determinado período, retorna ao armazém na forma de um grão.
Na nossa vida espiritual, é a mesma coisa.
Apesar do tema a seguir ser um tabu para muita gente, no passado, os Antigos Povos tendo atingido um grande desenvolvimento  interior, sabiam da existência do mundo mais fino, o Além, de uma forma bem natural. 
Para concluir o tema, vejo a necessidade de completar o processo de forma simples e fácil.

Outrora, cada um de nós habitava os confins da Criação, em que como germe espiritual, era impossível alcançar um crescimento para cima.
Assim, atendendo aos desejos suplicantes, imergimos ou encarnamos para o mundo de matéria grosseira, e depois, emergimos para cima ou abandonamos o mundo terreno para nascermos no mundo mais fino.

Só os de qualidade superior, sendo selecionados por serem mais refinados, emergem novamente, o que significa um nascer ao encontro de uma região mais elevada.
                                                                 

                                                          Escrito por: Yoshio Nouchi